sábado, 13 de novembro de 2010


Eu sou assim 
Duas mulheres dentro de mim… 
Às vezes três 
Quatro... cinco... seis... 
Talvez seja uma por mês.
Diversifico-me 
Existe momentos em que dou um grito
Existe outros em que vivo um conflito 
Apresento ao mundo a minha dor 
Em outros momentos, só consigo falar de amor
A mais romântica 
Melodramática 
Imóvel 
Chorosa ou nervosa 
Carente ou decadente 
Vingativa ou inconsequente
É nestes momentos em que eu não me apercebo 
E transformo-me numa mulher cheia de medo 
Cheia de reservas 
Coberta de subtilezas 
Séria e sem defesas
No minuto seguinte 
No papel de mulher fatal 
Transformo-me logo na tal 
E nesses momentos sou a dona do mundo 
Segura e destemida 
Presunçosa e atrevida.
Rasgo todos os meus segredos ao meio 
E exponho-me num letreiro
De poesia ou texto 
Assalto, incendeio...
Conto o que ninguém tem coragem de contar 
Explico detalhes que nem é bom me lembrar 
Sou assim 
Várias de mim
Sorrisos por fora 
Angústias a toda hora 
Por dentro um tormento 
No rosto nem um único sofrimento 
No corpo uma explosão de prazer 
Nos olhos, deixo o meu desejo se perceber
O melhor é ninguém me conhecer 
Fiquem apenas com as minhas letras 
Com as minhas palavras 
Na vida real sou muito mais complicada

Sou uma em mil 
E quem tentou, descobriu 
Que viver ao meu lado 
É viver dentro de um campo minado 
Que vai explodir em qualquer momento
Mas quem esteve nele 
Nunca mais quis fugir
E ainda hoje se cá encontra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode deixar aqui a sua opinião ou comentar sobre o assunto